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A Cruz, sinal de reconciliação de de amor 

Direto da  agência de notícias VIS para a Página Oriente, Via boletim eletrônico. (+ Saber mais sobre VIS)

08/04/2006  - 

                  

 

CIDADE DO VATICANO, 9 ABR 2006 (VIS).- Milhares de jovens de  todo o mundo participaram da celebração eucarística do Domingo de Ramos,  presidida pelo Papa na Praça de São Pedro, por Ocasião da XXI Jornada Mundial da Juventude, cujo tema é: "Lâmpada para meus passos é tua palabra, luz no meu caminho". 

 

Antes da missa, Bentoin XVI benzeu as palas e os ramos de oliveira no obelisco da Praça e  posteriormente dirigiu-se em procissão até o altar.  

 

No início da  homilia, o Santo Padre recordou que há vinte anos,  "graças ao Papa João Paulo II, o Domingo de Ramos se converteu de maneira particular no dia da Juventude, o dia em que os jovens do mundo todo saem ao encontro de Cristo, desejando acompanhar-lhe em suas  cidades e  seus países para que esteja entre nós e  possa estabelecer no mundo sua paz".  

 

"Se queremos sair ao encontro de Jesus e caminhar depois com ele pelo seu caminho - disse -,  teremos que nos perguntar: Por que caminho quer guiar-nos? Que nós esperamos dele? Que se espera de nós?".

 

Comentando as Palavras do profeta Zacarias sobre o rei que virá, que "será um rei dos pobres, um pobre entre os pobres e para os pobres", Bento XVI assinalou que se pode ser "materialmente pobre, porém ter o coração pleno de ânsia de riqueza e do poder que deriva da riqueza. (...) A corrupção e a cobiça que devastam o mundo se superam com a liberdade interior", e esta "só se pode encontrar se Deus se converte em nossa riqueza".

 

"Em segundo lugar - continuou -, o profeta mostra que esse rei será um rei de paz. (...) Na figura de Jesus, isto se concretiza no sinal da Cruz. (...) A nova arma que Jesus põe em nossas mãos é a Cruz, sinal de reconciliação, sinal de amor que é Mais forte que a morte.  Cada vez que nós fazemos o sinal da Criz, teremos que recordar que não nos podemos pôr  a injustiça com outra injustiça, a violência com outra violência. Só podemos vencer o mal com o bem e  jamais devolvendo mal por mar".    

 

Referindo-se à terceira afirmação do profeta, "o prenúncio da universalidade", disse:  "Cristo governa fazendo-se nosso Pão e entregando-se a nós.  Desse modo constrói seu Reino. (...) Entramos em seu reino de paz e aclamamos em certo sentido a nossos irmãos e  irmãs, por quem vem a criar um reino de paz neste mundo dilacerado". 

 

"As três Características anunciadas pelo profeta - pobreza, paz,  universalidade-,  estão resumidas no sinal da Cruz. Por esse  motivo, e com razão, a  Cruz se converteu no centro das Jornadas Mundiais da Juventude.  Houve um período - permanecendo não totalmente superado- em que se rechaçava o cristianismo precisamente por causa da Cruz.  A Cruz fala de sacrifício,  se dizia, a Cruz é sinal de negação da vida.  Nós, sem embargo, queremos a vida inteira, sem restrições e sem renúncias". 

 

"O domingo de Ramos, não obstante, nos diz que o autêntico grão "sim" é precisamente a Cruz, que a Cruz é a  autêntica árvore da vida.  Não alcançamos a  vida apossando-nos dela, senão doando-a. O amor - terminou - é entrega de nós mesmos e, por esse motivo, é o caminho da vida autêntica simbolizada pela Cruz". 

 


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