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Direto da agência de notícias VIS para a Página Oriente, Via boletim eletrônico. (+ Saber mais sobre VIS) 11/10/2006 -
O Papa explicou que a Simão se lhe conhece também com o epípeto de "zelote", e que era muito possível que, ainda que não pertencesse propriamente ao movimento dos Zelotes, se caracterizasse por um ardente zelo pela identidade judaica, e daí, por Deus, por seu povo e pela lei divina".
"De ser assim, Simão é completamente diverso de Mateus - disse o Santo Padre -, que enquanto publicano, procedia de uma atividade considerada impura. Este é um sinal evidente de que Jesus chama a seus discípulos e colaboradores de todos os níveis sociais e religiosos, sem diferenças. Lhe interessam as pessoas, não as categorias sociais ou as etiquetas" e "seus seguidores, se bem diversos, coexistiam superando as imagináveis dificuldades: Jesus era o motivo de coesão. (...) Nós, ao contrário, tendemos muitas vezes a acentura as diferenças e inclusive as contraposições, esquecendo que em Jesus Cristo reside a força para resolver nossos conflitos".
Depois, o Papa recordou que o sobrenome de Judas, Tadeu, significa "magnânino", e a pergunta do apóstolo na Última Ceia: "Que passou para que venhas a manifestar a nós e ao mundo?", quando Cristo em sua resposta "afirma uma verdade muito importante: a manifestação plena a seus discípulos não é externa, senão interior e está condicionada pelo amor do discípulo".
A Judas Tadeu se atribuía uma das Cartas do Novo testamento, cuja "preocupação central (...) é alertar aos cristãos dos que, com o pretexto da graça de Deus, se desculpam de seus desenfreios e enganam a outros com ensinamentos inaceitáveis, introduzindo divisões na Igreja".
"Quiçá hoje não estejamos acostumados a utilizar uma linguagem tão polêmica - observou o Papa-, que se bem com imagens mui formosas não se deixa de dizer com muita clareza o que caracteriza o cristianismo e o que é incompatível com ele. Temos de prosseguir com constância o caminho da indulgência e do diálogo, felizmente empreendido pelo Concílio Vaticano II. Porém, não podemos esquecer o dever de reafirmar e sublinhar sempre com igual força as linhas mestras e irrenunciáveis da nossa identidade cristã, (...) que não é só cultural, (...) mas que requer a força, a clareza e a coragem da provocação próprios da fé".
Ao final da audiência, o Papa abençoou uma estátua de Santa Edith Stein, que foi colocada em um nicho na parte externa da basílica vaticana. A santa carmelita descalça, foi canonizada por João Paulo II, precisamente num dia como hoje faz oito anos.
V.I.S. - Vatican Information Service
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