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Cura de enfermidades não justifica eliminação humana

Direto da  agência de notícias VIS para a Página Oriente, Via boletim eletrônico. (+ Saber mais sobre VIS)

16/09/2006  - 

 

CIDADE DO VATICANO, 16 SET 2006 (VIS).- O Papa recebeu esta manhã em Castelgandolfo aos participantes no Congresso promovido pela Pontifícia Academia para a Vida e a  Federação Internacional de Associações de Médicos Católicos, sobre o tema: "As células estaminais:  que futuro para a terapia?"

 

Bento XVI afirmou que "a investigação com células estaminais somáticas merece sua aprovação e encorajamento quando conjuga felizmente o saber científico, a tecnologia mais avançada no campo biológico e a  ética que postula o respeito do ser humano em cada fase de sua existência".  Neste contexto,  assinalou que as perspectivas que se abrem neste campo são promissoras para a cura de enfermidades que levam "à degeneração de tecidos,  com os conseguintes riscos de invalidez e de morte para quem as sofre". 

 

O Santo Padre exortou às pessoas que trabalham em estruturas científicas de inspiração católica a  aumentar a  investigação neste âmbito e a "estabelecer contatos mais estreitos entre eles e com quem persegue nos devidos meios ao alívio do sofrimento humano". 

 

"Queria reinvidicar, frente às freqüentes e injustas acusações de  insensibilidade dirigidas à Igreja, o constante apoio que deu ao longo de sua história bimilenar à investigação para o tratamento de enfermidades e ao bem da humanidade.  Se há resistência - e  todavia continua havendo - é com relação àquelas formas de investigação que prevêem a  supressão programada de seres humanos já existentes, ainda não nascidos".  

 

O Papa sublinhou  que "a própria história condenou no passado e  condenará no futuro essa ciência, não só porque carece da luz de Deus,  mas também porque carece de  humanidade".  

 

"Frente à supressão direta do ser humano - continuou  - não pode haver nem compromissos nem tergiversações;  não se pode pensar que uma sociedade  possa combater eficazmente o crime,  quando ela  mesma  legaliza o delito no âmbito da  vida nascente".

 

Bento XVI afirmou sobre o fato do congresso destes dias tere manifestado a  decisão e a esperança de "alcançar novos resultados terapêuticos utilizando células do corpo adulto, sem recorrer à eliminação de  seres humanos neo concebidos e que o fato de que os  resultados estejam premiando vosso trabalho,  confirma a validade do convite constante da Igreja ao respeito pleno do ser humano desde a concepção.  (...)  O fim - terminou - nunca pode justificar os meios intrinsicamente ilícitos".  


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