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Promover o matrimônio e a família 

Direto da  agência de notícias VIS para a Página Oriente, Via boletim eletrônico. (+ Saber mais sobre VIS)

18/11/2006  - 

     

CIDADE DO VATICANO, 18 NOV 2006 (VIS).- O Papa recebeu esta manhã ao segundo grupo de prelados da Alemanha, que acabam de realizar sua visita "ad limina". 

 

No começo de seu discurso, o Santo Padre ressaltou que "o encontro com Cristo vivo deve constituir sempre o centro de nosso serviço,  um encontro que outorga a nossa vida a  orientação decisiva".  

 

Bento XVI se referiu à preocupação dos bispos por um "desenvolvimento das estruturas pastorais que seja adequado à situação atual". Neste contexto assinalou que frente à diminuição do número de sacerdotes e dos fiéis que vão à missa aos domingos, em várias dioceses em que se aplicam modelos para reestruturar a  pastoral e a imagem do pároco "corre o risco de ofuscar-se". 

 

"Estou seguro - continuou - de que só dareis vossa aprovação àquelas reformas estruturais que estejam em plena sintonia com o ensinamento da igreja sobre o sacerdócio e com suas normas jurídicas, tratando de que a aplicação das reformas não diminua a  força de atração do ministério dacerdotal". 

 

Referindo-se à participação dos leigos nas estruturas eclesiais, o Papa recordou "o campo amplo e aberto do apostolado laical urgentemente necessário e suas múltiplas tarefas": o anúncio do evangelho, a catequese, os serviços caritativos, os meios de comunicação social, "o compromisso social pela defesa íntegra da vida humana e pela justiça social". 

 

Falando do anúncio da fé às crianças e  jovens, "que vivem - disse - em uma cultura secularizada"  em que Deus está ausente, o Santo Padre recordou a necessidade de que os coroinhas "podem encontrar na Igreja de Deus, sua Palavra, o sacramento de sua presença (a Eucaristia) e  que aprendam a modelar sua vida a partir disto".  Com respeito aos movimentos eclesiais, o Papa pediu respeitar seus carismas e "alegrar-se de que nasçam formas comunitárias de fé nas que a Palavra de Deus se  converte em vida". 

 

Quanto ao matrimônio e à família, o Papa disse que "a ordem do matrimônio como tem sido estabelecido na criação (...) hoje está sendo progressivamente ofuscado" e que ante à cultura materialista "resulta cada vez mais difícil aos jovens unir-se definitivamente",  ter filhos e "oferecer-lhes esse espaço duradouro de crescimento e de amadurecimento que só pode ser a família baseada no matrimônio".  

 

O Santo Padre sublinhou que nesta situação "há que se ajudar aos jovens a dar o "sim" definitivo, que não está em contradição com a liberdade, masque representa sua maior oportunidade.  Na paciência de estar juntos para toda a vida, o amor conjugal alcança seu verdadeiro amadurecimento e nesse ambiente de amor para toda a vida os filhos aprendem a viver e a amar".  

 

O último tema que tratou o Papa foi o ecumenismo.  "Na  Alemanha - disse - nossos esforços se devem dirigir sobretudo aos cristãos de fé luterana e reformada. (...) O compromisso ecumênico não se pode reduzir à publicação de documentos conjuntos.  É eficaz e visível onde os cristãos de diversas igrejas e comunidades eclesiais, em um contexto social cada vez mais alheio à religião,  professam juntos e de  modo convincente os valores Transmitidos pela fé cristã e os ressaltam com força em sua atuação política e social".  

 

 

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