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Fonte produtora (espanhol): VIS - Vatican Information Service. (+ Saber mais sobre VIS) Fonte tradutora (para o português): Página Oriente.com 09/09/2007 - CIDADE DO VATICANO, 9 SET 2007 (VIS).- Pouco depois das 16:30 hs, o Santo Padre chegava no automóvel à abadia de Heiligenkreuz, a 30 quilômetros de Viena, no mosteiro cisterciense mais numeroso da Europa e o mais antigo do mundo, que permaneceu aberto sem interrupção desde sua fundação em 1135 por Leopoldo III. Seu nome Heiligenkreuz (Santa Cruz) se deve à relíquia da Cruz que em 1188 o duque Leopoldo V presenteou ao mosteiro e que se continua venerando. Durante o nazismo o mosteiro foi expropriado quase totalmente e muitos dos monges foram feitos prisioneiros. Depois da Segunda guerra Mundial, o abade Karl Braunstofer reformou a liturgia seguindo o Concílio Vaticano II e se redigiu um breviário próprio em latim, acentuando ainda mais a importância do canto gregoriano. A Faculdade Teológica Pontifícia, que se encontra junto à abadia, fundada em 1802 como Escola Superior de Filosofia e Teologia, conta atualmente com mais de 100 estudantes. Na sua chegada, Bento XVI rezou diante da relíquia da Santa Cruz na igreja da abadia junto aos monges, professores e estudantes. Após receber a saudação do abade, padre Gregor Henckel Donnersmack dirigiu um discurso aos presentes. "O núcleo do monacato é a adoração - disse o Papa -, mas sendo os monges homens de carne e sangue, São Bento acrescento ao imperativo centro de "ora", um segundo "labora". (...) Assim, durante séculos, os monges, partindo de seu olhar dirigido a Deus tem feito a terra habitável e formosa. A salvaguardia e o saneamento da criação se derivavam de seu olhar a Deus". "Vosso serviço primordial neste mundo deve ser, portanto, a oração e a celebração do Ofício Divino. A atitude interior de (...) toda pessoa consagrada deve ser a de "não antepor nada ao Ofício Divino". A beleza dessa atitude interior se expressará também na beleza da liturgia", cujo "critério determinante deve ser sempre o olhar a Deus". "Quando nas reflexões sobre a liturgia a questão se apóia unicamente em como fazê-la atrativa, interessante e bela - observou o Papa - temos perdido a causa. (...) Os peço, portanto: vivei a sagrada liturgia pensando em Deus, na comunhão dos santos, na Igreja de todos os tempos e lugares, para que seja expressão da beleza e o sublime de Deus, amigo dos seres humanos". Quando um dito tradicional que define a Áustria como "Klosterreich", quer dizer "reino de mosteiros e rica de mosteiros", Bento XVI pediu aos fiéis que considerassem suas abadias e mosteiros "não só lugares de cultura e de tradição ou, inclusive, simples empresas econômicas", porque não obstante tudo isso seja também necessário, um mosteiro é sobretudo "um lugar de força espiritual". O Santo Padre elogiou depois a Academia de Teologia, que cumpre 205 anos e a que o abade atual acrescentou o nome de Bento XVI, porque é uma sede "onde é possível estabelecer uma relação profunda entre teologia científica e espiritualidade vivida". "A teologia cristã - acrescentou - não é nunca um estudo meramente humano sobre Deus, mas que ao mesmo tempo é o Logos e a lógica com que Deus se revela". Bento XVI recordou a este propósito que se São Bernardo "lutou contra a separação da racionalidade objetiva da corrente da espiritualidade eclesial", em nossos dias, com a ânsia de obter o reconhecimento de rigorosidade científica, em sentido moderno, a teologia pode perder o hálito da fé", reduzindo-se a "uma série de disciplinas mais ou menos ligadas entre si". Falando depois das vocações, o Papa sublinhou que "para que uma chamada ao sacerdócio ou o estado religioso se sustente fielmente durante toda a vida, é necessário uma formação que integre (...) toda a personalidade. Se se deixa de lado a dimensão intelectual, nascerá (...) uma pia enfatuação nutrida exclusivamente de emoções e estados de ânimo que não podem manter-se em pé durante toda uma vida. E se se descuida da dimensão espiritual se cria um racionalismo rarefeito que, sobre a base de sua frieza e sua distância, não desemboca nunca em uma entrega entusiasta de si mesmo a Deus". Depois de visitar o museu da
abadia de Heiligenkreuz, Bento XVI empreendeu o caminho de regresso a
Viena para encontrar-se com o mundo do voluntariado no Wiener
Konzerthaus. * * * * * * * * * V.I.S. - Vatican Information Service
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