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Fonte produtora (espanhol): VIS - Vatican Information Service. (+ Saber mais sobre VIS) Fonte tradutora (para o português): Página Oriente.com 10/10/2007 - CIDADE DO VATICANO, 10 OUT 2007 (VIS).- Santo Hilário de Poitiers, doutor da Igreja, foi o protagonista da catequese de Bento XVI durante a audiência geral das quartas-feiras, celebrada na Praça de São pedro e a que assistiram 23.000 pessoas. O santo, nascido por volta de 310, criou-se provavelmente no paganismo, em uma família da aristrocracia romana local. Depois de um caminho de busca da verdade, se converteu e se batizou. Eleito bispo de sua cidade natal até 353, sua oposição ao arianismo, que negava a natureza divina de Cristo, lhe valeu no ano de 356 o desterro à Frígia, ordenado pelo imperador Constâncio, que se havia alienado com as decisões do sínodo de Béziers, onde a maioria dos bispos eram arianos. Voltou a sua diocese em 361 após a morte do imperador e morreu ali seis anos mais tarde. Em sua obra mais importante, "De Trinitate" (A Trindade), Hilário, disse o Papa, "mostra seu caminho pessoal até o conhecimento de Deus e se preocupa por demonstrar que as Sagradas Escrituras atestam claramente a divindade do Filho e sua igualdade com o Pai, não somente no Novo, mas também no Antigo testamento, onde se vislumbra o mistério de Cristo". O bispo de Poitiers "desenvolve toda sua teologia trinitária partindo da fórmula do Batismo que nos dá o próprio Senhor: em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". Santo Hilário oferece "regras precisas" para uma correta leitura do Evangelho, explicou o Santo Padre, e escreve que "algumas páginas da Escritura prefiguram a Jesus como Deus, outras sublinham sua humanidade, outras (...) sua pré-existência ao lado do Pai, (...) sua descida até a morte, (...) sua ressurreição". "Firme em sua oposição contra os arianos radicais, Hilário mostra um espírito conciliador frente aos que aceitavam confessar que o Filho era semelhante ao Pai em essência, sempre intentando conduzir-lhes até a plena fé: não só semelhança mas igualdade (...) na divindade". É um espítito "de conciliação - disse o Papa, que busca compreender aqueles que todavia não alcançaram" a verdade e "lhes ajuda com espírito de paz e com grande inteligência teológica a plena fé na divindade verdadeira de Jesus Cristo". "Deus Pai, sendo todo amor,
é capaz de comunicar com plenitude sua divindade ao Filho -
concluiu Bento XVI -. (...) Assumindo a natureza humana o filho
uniu a si todo o gênero humano. (...) Por isso, o caminho até
Cristo está aberto a todos, (...) ainda que se requeira sempre a
conversão pessoal". * * * * * * * * * V.I.S. - Vatican Information Service
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