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Aos bispos japoneses: A fé é um tesouro para compartilhar

Fonte produtora (espanhol):  VIS - Vatican Information Service. (+ Saber mais sobre VIS)

Fonte tradutora (para o português):  Página Oriente.com  

15/12/2007  -

CIDADE DO VATICANO, 15 DEZ 2007 (VIS).- Bento XVI recebeu hoje no Vaticano aos bispos da Conferência episcopal do Japão que acabam de  concluir sua visita "ad  Limina". 

Em seu discurso aos prelados, o Papa recordou em primeiro lugar ao recentemente falecido cardeal Stephen F. Hamao, presidente emérito do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Emigrantes e itinerantes, que "foi um exemplo dos laços de comunhão entre a Igreja no Japão e  a  Santa Sé".  

Na continuação, o Santo Padre se referiu aos 500 anos de nascimento do apóstolo do Japão, São Francisco Xavier, celebrado no ano passado, e convidou aos prelados a  seguir seus passos,  sublinhando que "sua tarefa em nossos dias é buscar novas formas de incorporar a  mensagem de Cristo à cultura moderna do Japão". "Apesar de que os cristãos sejam só um pequeno percentual da população - disse o Papa - a  fé é um tesouro que se  deve compartilhar com a sociedade japonesa inteira".  

"O mundo necessita a mensagem da  esperança do evangelho - acrescentou -. Inclusive, nos países muitos desenvolvidos como o vosso, muitas pessoas se dão conta de que o êxito econômico e a tecnologia avançada não bastam para satisfazer os anseios do coração. (...) Recordai às pessoas que a vida é algo mais que a carreira profissional e  o proveito".  

Citando sua encíclica "Deus caritas est", o Santo Padre instou aos prelados a  levar seus fiéis até "esse encontro com Deus em Cristo que suscite neles o amor e abra seu espírito ao outro".  "Esta é a grande esperança que os cristãos do Japão podem oferecer a  seus  compatriotas - afirmou -;  não é algo estranho à cultura japonesa;  ao contrário, reforça e  dá um novo ímpeto a tudo o que é bom e  nobre ao patrimônio de  vossa querida nação".  

"O merecido respeito que os japoneses mostram à igreja, graças à sua aportação nos setores do ensino, a saúde e muitos outros,  os brinda a  oportunidade de dispor com eles um diálogo e falar-lhes com alegria de Cristo", disse Bento XVI.  

Referindo-se depois aos jovens, que são mais expostos "aos enganosos atrativos da moderna cultura secularizada" e a suas "falsas esperanças",  correndo assim o perigo de desiludir-se e cair "na depressão, no desespero e inclusive de suicidar-se",  o Papa expressou o desejo de que encaminhassem suas energias e  seu entusiasmo "às coisas de Deus, as únicas que podem satisfazer seus anseios mais profundos". 

Constatando que mais da metade da população católica no Japão está composta por imigrantes, o Santo Padre observou que este fato supõe "uma oportunidade para enriquecer (...) o espírito de verdadeira catolicidade do Povo de Deus" e para apreciar "os muitos dons que aportam os imigrantes".  "Ao mesmo tempo - disse o o Papa aos bispos -, deveis vigiar para que as  normas disciplinares e litúrgicas da Igreja universal se observem cuidadosamente". 

Por último, Bento XVI elogiou a "sabedoria contida na antiga cultura japonesa", assim como a  posição em favor da paz, que tem caracterizado a nação no cenário mundial nos últimos sessenta anos, e disse aos bispos que haviam feito "ressoar a voz da Igreja sobre a importância fundamental deste testemunho em  um mundo onde os conflitos armados acarretam tantos sofrimentos aos inocentes". 

O Papa concluiu recordando a iminente beatificação de 188 mártires japoneses, que constitui "um claro sinal da força e vitalidade do testemunho cristão na história de vossa nação".

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