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17/04/2008 - Página Oriente, Quinta-feira
Fonte: Rádio Vaticano
“Em nome do Senhor Jesus peço-vos que ponhais de lado todas as divisões e que atueis com alegria preparando para Ele uma via, na fidelidade à sua palavra e em constante conversão à sua vontade. Encorajo-vos sobretudo a continuar a ser um fermento de esperança evangélica na sociedade americana, visando levar a luz e a verdade do Evangelho, para criar um mundo cada vez mais justo e livre, para as gerações futuras.” Partindo das leituras proclamadas
nesta celebração eucarística, Bento XVI observou que estas sublinham
“o elo indissolúvel entre o Senhor ressuscitado, o dom do Espírito
para o perdão dos pecados e o mistério da Igreja”. “Cristo
constituiu a sua Igreja sobre o fundamento dos Apóstolos, como
comunidade visível, estruturada, que é ao mesmo tempo comunhão
espiritual, corpo místico animado por múltiplos dons do Espírito e
sacramento de salvação para toda a humanidade”. Recordando que este seu deslocamento aos Estados Unidos prende-se com a celebração dos 200 anos da elevação de Baltimore a arquidiocese, com a instauração das dioceses de Bóston, Louisville, Nova Iorque e Filadélfia, o Papa observou que a presença do sucessor de Pedro é, para todos os católicos americanos, “uma ocasião para reafirmar a sua unidade na fé apostólica - oferecendo aos contemporâneos uma razão convincente da esperança que os inspira - e para se renovarem no zelo missionário ao serviço da expansão do Reino de Deus”. “O mundo tem necessidade deste
testemunho! Quem pode negar que o momento presente constitui uma viragem
não só para a Igreja na América, mas também para a sociedade no seu
conjunto”. Bento XVI deixou “uma especial palavra de gratidão e encorajamento (citamos) a todos os que acolheram o desafio do Concílio Vaticano II, tantas vezes repetida pelo Papa João Paulo II, dedicando a sua vida à nova evangelização”. Palavras, estas, dirigidas aos bispos, padres, diáconos, religiosos e religiosas, mas também aos pais, aos professores, aos catequistas. Há que prosseguir hoje fielmente, no ambiente secularizado e materialista que se respira, a mesma acção evangelizadora: “A fidelidade e coragem com que a Igreja neste país conseguir enfrentar os desafios de uma cultura cada vez mais secularizada e materialista dependerá em grande parte da vossa fidelidade pessoal em transmitir o tesouro da nossa fé católica. Os jovens precisam de ser ajudados a discernir o caminho que conduz à verdadeira liberdade: o caminho de uma sincera e generosa imitação de Cristo, o caminho do empenho a favor da justiça e da paz”. O Papa recordou que os grandes desafios do nosso tempo requerem “uma instrução ampla e sã na verdade da fé”, mas também que se cultive “um modo de pensar, uma cultura intelectual genuinamente católica, confiante na profunda harmonia entre fé e razão, capaz de levar a riqueza da visão da fé às questões urgentes que afetam o futuro da sociedade americana”. Tudo isto com uma grande esperança, bem correspondente à índole e à história do povo e da nação. A vida da comunidade católica dos Estados Unidos – observou Bento XVI – sempre se caracterizou e continua a caracterizar pela virtude cristã da esperança - “a esperança que (disse) purifica e corrige de modo sobrenatural as nossas aspirações orientando-as para o Senhor e para o seu plano de salvação”. Foi neste contexto de “esperança nascida do amor e da fidelidade de Deus” que o Papa reconheceu o sofrimento que a Igreja na América tem experimentado em consequência do abuso sexual de menores”. “Nenhuma palavra minha poderia
descrever o sofrimento e o dano provocados por tal abuso. É importante
que aqueles que sofreram sejam objeto de uma amorosa atenção pastoral.
E não se pode descrever adequadamente o prejuízo verificado no
interior da comunidade da Igreja”. Evocando a leitura da Missa, em
que o Senhor ressuscitado faz aos Apóstolos o dom do Espírito Santo e
a autoridade para perdoar os pecados, Bento XVI recordou o permanente
renascer da Igreja “mediante o invencível poder da graça de Cristo,
confiado a frágeis ministros humanos”: Estes dons tão necessários estão
ao alcance de todos particularmente no Sacramento da penitência –
lembrou o Papa. É importante que todos os católicos redescubram “a
força libertadora” deste sacramento, em que “a sincera confissão
dos pecados se encontra com a palavra misericordiosa de perdão e de
paz, da parte de Deus. “A renovação da Igreja na América depende em
grande parte da renovação da prática da penitência e do crescimento
na santidade: ambas inspiradas e concretizadas neste Sacramento”. * * * * * * * * * Copyright © Rádio Vaticano
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