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Fonte produtora (espanhol): VIS - Vatican Information Service. (+ Saber mais sobre VIS) Fonte tradutora (para o português): Página Oriente.com
29/01/2008 - Se quiser ler a mensagem integral, clique aqui CIDADE DO VATICANO 29 JAN 2008 (VIS).- Publicou-se hoje a Mensagem de Bento XVI para a Quaresma 2008. O texto, datado de 30 de outubro de 2007, leva por título um versículo da segunda carta de São Paulo aos Coríntios: "Nosso Senhor Jesus Cristo, sendo rico, por vós se fez pobre". Oferecemos na continuação, extratos da mensagem: Todos os anos, a Quaresma oferece-nos uma providencial ocasião para aprofundar o sentido e o valor do nosso ser de cristãos, e estimula-nos a redescobrir a misericórdia de Deus a fim de nos tornarmos, por nossa vez, mais misericordiosos para com os irmãos. No tempo quaresmal, a Igreja tem o cuidado de propor alguns compromissos específicos que ajudem, concretamente, os fiéis neste processo de renovação interior: tais são a oração, o jejum e a esmola. Este ano, na habitual Mensagem quaresmal, desejo deter-me sobre a prática da esmola, que representa uma forma concreta de socorrer quem se encontra em necessidade e, ao mesmo tempo, uma prática ascética para se libertar da afeição aos bens terrenos. Jesus declara, de maneira peremptória, quão forte é a atração das riquezas materiais e como deve ser clara a nossa decisão de não as idolatrar, quando afirma: "Não podeis servir a Deus e ao dinheiro" "A esmola ajuda-nos a vencer esta incessante tentação, educando-nos para ir ao encontro das necessidades do próximo e partilhar com os outros aquilo que, por bondade divina, possuímos. Tal é a finalidade das coletas especiais para os pobres, que são promovidas em muitas partes do mundo durante a Quaresma. Desta forma, a purificação interior é corroborada por um gesto de comunhão eclesial, como acontecia já na Igreja primitiva". "Segundo o ensinamento evangélico, não somos proprietários mas administradores dos bens que possuímos: assim, estes não devem ser considerados propriedade exclusiva, mas meios através dos quais o Senhor chama cada um de nós a fazer-se intermediário da sua providência junto do próximo". "No Evangelho é clara a admoestação de Jesus aos que possuem as riquezas terrenas e as utilizam para si mesmos. (...) A chamada a compartilhar os bens ressoa com maior eloqüência nos países nos que a maioria da população é cristã, posto que sua responsabilidade frente à multidão que sofre a indigência e o abandono é ainda mais grave. Socorrer aos necessitados é um dever de justiça antes que um ato de caridade". "O Evangelho ressalta uma característica típica da esmola cristã: deve ficar escondida. (...) Queridos irmãos e irmãs, que esta consciência acompanhe cada gesto de ajuda ao próximo evitando que se transforme num meio de chamar a atenção". "Na moderna sociedade da imagem, é preciso redobrar de atenção, dado que esta tentação é freqüente. A esmola evangélica não é simples filantropia: trata-se antes de uma expressão concreta da caridade, virtude teologal que exige a conversão interior ao amor de Deus e dos irmãos, à imitação de Jesus Cristo". "Convidando-nos a ver a esmola com um olhar mais profundo que transcenda a dimensão meramente material, a Escritura ensina-nos que há mais alegria em dar do que em receber. (...) Cada vez que por amor de Deus compartilhamos nossos bens com o próximo necessitado experimentamos que a plenitude de vida vem do amor e o recuperamos todo como bênção em forma de paz, de satisfação interior e de alegria". "Mais ainda: São Pedro cita, entre os frutos espirituais da esmola, o perdão dos pecados. (...) Como se repete com freqüência na liturgia quaresmal, Deus oferece-nos, a nós pecadores, a possibilidade de sermos perdoados. O fato de partilhar com os pobres o que possuímos, predispõe-nos para recebermos tal dom". "A esmola educa a generosidade do amor. (...) A respeito é significativo o episódio evangélico da vida que, em sua miséria, fecha no tesouro do templo "tudo o que tinha para viver". "Este episódio comovedor está
inserido na descrição dos dias que precedem imediatamente a paixão e
morte de Jesus, o Qual, como observa São Paulo, fez-Se pobre para nos
enriquecer pela sua pobreza; entregou-Se totalmente por nós. A
Quaresma, nomeadamente através da prática da esmola, impele-nos a
seguir o seu exemplo. Na sua escola, podemos aprender a fazer da nossa
vida um dom total; imitando-O, conseguimos tornar-nos disponíveis para
dar não tanto algo do que possuímos, mas darmo-nos a nós próprios. Não
se resume porventura todo o Evangelho no único mandamento da caridade?
A prática quaresmal da esmola torna-se, portanto, um meio para
aprofundar a nossa vocação cristã. Quando se oferece gratuitamente a
si mesmo, o cristão testemunha que não é a riqueza material que dita
as leis da existência, mas o amor. Deste modo, o que dá valor à
esmola é o amor, que inspira formas diversas de doação, segundo as
possibilidades e as condições de cada um". * * * * * * * * * V.I.S. - Vatican Information Service
(+
Saber mais sobre VIS) Traduzido pela redação da Página Oriente.com - Obtidas direto no Site do Vaticano - em News Foto - VIS A reprodução dos artigos deve obedecer alguns critérios no VIS conforme: Política de uso VIS (Vatican Informacion Service) Para reproduzir a tradução acima, leia a política de privacidade da Página Oriente
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