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Fonte produtora (português): Radio Vaticano 18/07/2008 - Página Oriente, Sexta-feira
O
sentido religioso – observou – abre os homens e as mulheres a Deus e
aos outros. Leva-os a descobrir que a verdadeira realização não
consiste na gratificação egoísta de desejos efêmeros, abrindo-os às
necessidades dos outros e á busca de vias concretas para contribuir ao
bem comum. Outro aspecto desenvolvido pelo Papa, nesta sua intervenção, foi a unicidade da nossa relação com o reino da natureza: as religiões do mundo dão atenção à maravilha da existência humana, convidando a não colocar as nossas esperanças últimas neste mundo que passa e a não renunciar quando não conseguimos realizar o bem que nos propúnhamos ou quando encontramos dificuldade em realizar as opções justas em situações complexas. “A universalidade desta experiência humana que transcende todos os confins geográficos e todos os limites culturais, torna possível aos seguidores das religiões empenharem-se no diálogo para enfrentar o mistério das alegrias e dos sofrimentos da vida. Deste ponto de vista – observou ainda o Papa – a Igreja procura intensamente todas as oportunidades para escutar com toda a atenção as experiências espirituais das outras religiões”. A concluir, o tema da paz. “Vim à Austrália como embaixador de paz” – declarou Bento XVI. Encontramo-nos aqui como pessoas que partilham a mesma aspiração e o desejo de ajudar o mundo a alcançar a paz. “O nosso esforço para chegar à reconciliação entre os povos brota daquela verdade que dá à vida um objetivo, e para ela tende. A religião oferece a paz, mas – ainda mais importante – suscita no espírito humano sede da verdade e fome de virtude. A
versão integral dos discursos pronunciados pelo Santo Padre está
disponível no site da Santa Sé www.vatican.va e nas várias edições
do jornal L’Osservatore Romano. Copyright © Radio Vaticano Com adaptações para o português/Brasil por Página Oriente
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