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O arcebispo Rahho foi um homem de paz e diálogo

Fonte produtora (espanhol):  VIS - Vatican Information Service. (+ Saber mais sobre VIS)

Fonte tradutora (para o português):  Página Oriente.com                                                 

 

17/03/2008  - Página Oriente, Segunda-Feira

CIDADE DO VATICANO, 17 MAR 2008 (VIS).- Bento XVI celebrou esta manhã na Capela Redemptoris Mater do Vaticano uma missa de sufrágio pelo arcebispo de Mosul dos Caldeus (Iraque), Paulos Faraj Rahho, falecido em trágicas circunstâncias após seu seqüestro no dia 29 de fevereiro passado.

O Papa manifestou sua proximidade aos membros da "amada Igreja que no Iraque sofre, crê e reza (...) confiando que saibam encontrar na fé a força para não desencorajar na difícil situação que atravessam". 

O Santo Padre recordou na  continuação em  sua homilia, o contexto litúrgico da Semana Santa, que revive as últimas horas de Jesus e onde "é claro o contraste entre a verdade e a mentira, entre a mansidão e a retidão de Cristo e a violência e o engano de seus inimigos", e como o Senhor sentiu "acercar-se a morte violenta, enquanto se estreitava ao seu redor a trama de seus perseguidores, (...) a  angústia e o medo até a hora crucial do Horto das Ol.iveiras". Porém,  Cristo viveu tudo isto "imerso na comunhão com o Pai e confortado pela unção do Espírito Santo".  

Citando depois o Evangelho de hoje, que narra a  unção de Cristo em Betânia, o Papa enumerou as "unções" do arcebispo Rahho durante sua vida, desde a do Batismo e a Confirmação, até as da ordenação sacerdotal e episcopal, e sublinhou também "as tantas "unções" de afeto filial e de amizade espiritual que os fiéis reservavam a sua pessoa e que o acompanharam nas terríveis horas dom seqüestro e da dolorosa prisão, à que talvez chegou já ferido, até as  horas da agonia e da morte.  Até a indigna sepultura, onde se encontraram seus restos mortais". 

"Porém essas  unções sacramentais e espirituais - sublinhou o pontífice - eram prendas de ressurreição, prendas da vida verdadeira e plena que Jesus veio dar-nos". 

Bento XVI se referiu também à leitura do profeta Isaías centrada na figura do Servo do Senhor que trairá, proclamará e estabelecerá o justo "com uma insistência sobre este término que não pode passar despercebido". O Servo,  "frente a uma condenação injusta,  atesta a verdade permanecendo fiel à lei do amor". 

"Seguindo esse caminho, o arcebispo Rahho - disse o Papa - tomou sua cruz atrás do Senhor Jesus e contribuiu assim a levar o justo a seu martirizado país e ao mundo inteiro, dando testemunho da verdade. Foi um homem de paz e de diálogo, (...) com uma predileção particular pelos pobres e as pessoas deficientes. (...) Que seu exemplo sustente a todos os iraquianos de boa vontade, cristãos e muçulmanos, para que construam uma convivência pacífica fundada sobre a fraternidade e o respeito recíproco!". 

"Nestes  dias, em profunda união com a comunidade caldéia no Iraque e no estrangeiro, temos chorado sua morte e o modo desumano em que acabou sua vida terrena - concluiu o Santo Padre-. Porém hoje,  nesta Eucaristia (...) queremos dar graças a Deus por tudo o que cumpriu (...) através dele.  Também esperamos que do Ceu interceda para que os fiéis desta terra, submetida a provas tão duras,  tenham valor para continuar trabalhando por um futuro melhor". 

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Traduzido pela redação da Página Oriente.com - Obtidas direto no Site do Vaticano - em News Foto - VIS

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