Comem. litúrgica 19 de novembro. Também nesta data São Ponciano, Papa e Mártir
Roque González de Santa Cruz nasceu em 1576 na cidade de Assunção, Paraguai. Era já sacerdote quando entrou na Companhia de Jesus em 1609, e durante quase vinte anos procurou civilizar os índios que habitavam nas florestas daquelas regiões, agrupando-as nas "Reduções" instruindo-os na doutrina e nos costumes Cristãos. Foi morto traiçoeiramente, em defesa da fé, entregando a alma a Deus a 15 de novembro de 1628, juntamente com Afonso Rodríguez, espanhol. Dois dias mais tarde, em outra "Redução", sofreu cruel martírio João del Castillo, também espanhol, que tinha sido ardente defensor dos índios contra seus opressores. Estes três sacerdotes jesuítas, martirizados na região do Rio da Prata, foram canonizados pelo Papa João Paulo II em 1998. Reflexões: Que orgulho deve sentir o povo paraguaio na figura destes Santos Mártires, que não pouparam esforços e sacrificaram a própria vida para catequizar os índios, ensinando-os a verdadeira doutrina, o caminho verdadeiro da Salvação, Jesus Cristo! Ora, se aos pagãos evangelizar índios significa violar sua cultura, aos cristãos anunciar a boa nova da salvação aos incultos na fé é uma obrigação prescrita na Escrituras. Para nossa tristeza existem pessoas que se dizem cristãs, ao mesmo tempo que comungam daquela errônea mentalidade. Será possível admitir o conceito de sonegação do cristianismo às nações pagãs pelo simples temor de arruinarmos sua cultura original, suas inúteis tradições, em detrimento daquilo que é o mais importante, a redenção, a salvação da alma? Os santos missionários, grande parte deles mártires, enxergaram tão cristalinamente o conceito de salvação e perdição eternas, que embrenharam-se nas mais longínquas florestas e tribos para anunciar a verdade, obedientes à ordem do Senhor: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado" (Mc 16, 15-16). O amor ardentíssimo a Jesus crucificado e o zêlo sem limites pela salvação das almas é que explica o fato destes santos homens abandonarem o conforto da civilização e se transportarem para regiões inóspitas. Os nossos missionários mártires que comemoramos hoje, eram possuidores destas virtudes em grau heróico, como nos mostram suas condutas no meio de tantas adversidades até o desenlace final, sacrificando a vida terrena na luta pela salvação eterna dos povos pagãos. * * * * * * * * * Referência bibliográfica: * Na luz Perpétua, 5ª. ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico - Juiz de Fora - Minas Gerais, 1959; * Oração das Horas, 1995, Ed. Vozes, Paulinas, Paulus e Ave-Maria. * Reflexões por Página oriente. |