+ 13/02/2005
No domingo do dia 13 de fevereiro de 2005, partiu para a
Eternidade, aos 97 anos de idade, Irmã Lúcia de Jesus dos
Santos, última das sobreviventes dos três pastorinhos a quem Nossa
Senhora de Fátima manifestou-se a 13 de maio de 1917, em Fátima
- Portugal. Lúcia era a única que se comunicava com a Virgem Maria,
enquanto Jacinta, podia ver Nossa Senhora, mas somente escutava as
palavras dirigidas a ela. Francisco também podia vê-la sem, porém,
poder ouvir coisa alguma. Nessa ocasião, Lúcia acabara de completar 10
anos, Francisco estava para completar 8 e a menor, Jacinta, tinha
pouco mais de 7 anos. Jacinta e Francisco Marto eram primos de Lúcia.
Irmã Lúcia, posteriormente, ingressou na Congregação das Irmãs Dorotéias no ano de 1921, onde permaneceu por 23 anos. Após este período, decidiu enclausurar-se num mosteiro carmelita. Em 1948, foi transferida para um convento de Coimbra, onde permaneceu até sua morte no domingo de 13/02/2005.
Seu sepultamento foi realizado no dia 15 de fevereiro e seu corpo agora descansa no Convento das Carmelitas (Carmelo de Santa Teresa), onde permanecerá por um período de um ano, devendo ser trasladado para o Santuário de Fátima, conforme era o seu desejo. É junto ao Santuário que atualmente repousam os restos dos Beatos Jacinta e Francisco. O Papa João Paulo II, nesta ocasião, rezou por Irmã Lúcia e enviou o cardeal Tarcisio Bertone, de Gênova - Itália, para o representar no funeral realizado em Coimbra - Portugal. Foi o cardeal Bertone quem, no fim de 2001 esteve no convento de Coimbra onde vivia a Irmã Lúcia para obter maiores informações sobre alguns aspectos do documento publicado em 26 de junho de 2000 (revelação do terceiro segredo). Durante a cerimônia fúnebre, o cardeal Bertone leu a mensagem enviada pelo Papa, onde lembrou "com emoção nossos encontros e laços de amizade espiritual que ficaram mais intensos com o passar do tempo". Ainda na mensagem, o Santo Padre expressou sempre ter se sentido apoiado pelo cotidiano das orações de Irmã Lúcia, sobretudo em momentos difíceis de prova e sofrimento. O mundo perdeu uma extraordinária mulher que, como instrumento de Deus nas mãos de Nossa Senhora, mudou o rumo de milhares e milhares de pessoas, cujas mensagens converteu muitos corações e move até hoje nos homens, íntimo espírito de penitência, oração e conversão. Irmã Lúcia, no claustro de um convento Carmelita, passou a vida rezando pela humanidade, certamente por desígnio de Nossa Senhora. Isto nos leva a constatar como é grande o valor e o poder da oração, particularmente das contemplativas, que representam o "tesouro da Igreja", conforme salientou João Paulo II há alguns anos, quando esteve no Brasil. Grande foi a concentração de fiéis junto ao Convento das Carmelitas, onde morreu Irmã Lúcia. A rádio Renascença Católica divulgou que Irmã Lúcia "morreu serenamente, como uma chama que se apaga, sem muito sofrimento", palavras estas ditas pela médica que acompanhou a trajetória da sua enfermidade, Drª. Branca Paul. * * * * * * * * * TÓPICOS RELACIONADOS
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