|
Sumário:
1)
18/08/2005
- Chegada do Papa à Alemanha para as
celebrações da Jornada Mundial da Juventude
2)
19/08/2005
- Jovens apóiam a linha tradicional de Bento XVI
3)
21/08/2005
- Papa Conclui as celebrações da JMJ e despede-se
da Alemanha
1) Chegada do Papa à Alemanha
[<>
inicial
>>
Próximo]
18
AGO 2005.-
O Papa Bento XVI chegou em seu país natal no dia
18 de agosto e foi recebido por milhares de católicos,
para as celebrações da Jornada Mundial da Juventude, sendo
esta sua primeira visita internacional desde o início de seu
pontificado. O encontro, com duração de quatro
dias, tem o seu encerramento no dia 21/08/2005 com
uma missa campal na cidade de Colônia.
O evento do Dia Mundial da Juventude foi lançado no ano de
1980, pelo Papa João Paulo II e tornou-se um grande encontro de
oração e reflexão voltado para os jovens. Bento XVI
afirmou que: "Este encontro é um evento verdadeiramente
extraordinário, onde os jovens do mundo inteiro e de
todas as culturas, unem-se em busca da verdade".
O Papa Bento XVI fez pronunciamento de um barco no Rio Reno,
onde foi ouvido por centenas de fiéis que se
aglomeraram-se às margens ouvir o Pontífice. "Eu saúdo
com afeto aquele entre vocês que não foram batizados ou que não
encontraram na Igreja um lar", disse Bento XVI,
aproveitando para pedir que as pessoas "abram seus corações
para Deus". Posteriormente, o Papa pediu aos jovens
que escolhessem ou os caminho "das paixões, ou o da consciência".
Disse aos jovens que, ao se escolher um critério de vida, é
preciso saber tomar decisões justas, e que o homem deve optar
"entre o caminho que sugerem as paixões ou o que indica a
estrela que brilha na consciência". Bento XVI fez um
discurso diante das centenas de milhares de jovens, que deram as
boas-vindas ao papa na 20ª Jornada Mundial da Juventude, em Colônia.
Aos jovens presentes, o Papa disse que Cristo não tira nada dos
homens, e que só Ele pode dar a felicidade. A cerimônia de
boas-vindas, aconteceu ao longo do rio até sua chegada
na catedral de Colônia, onde estão guardadas as relíquias
tradicionalmente atribuídas aos três Reis Magos. Cada vez que
mudava de idioma para ler uma parte do discurso, os jovens da língua
em questão aplaudiam, como nos encontros com João Paulo II,
que criou a jornada. Muitos jovens brasileiros também estavam
presentes aos discursos e cerimônias preliminares. Em
diversos idiomas, Bento XVI declarou que "quando surge no
horizonte da existência uma resposta como esta, queridos
amigos, é preciso saber tomar as decisões necessárias. É
como alguém que está em uma bifurcação: Que caminho tomar? O
que sugerem as paixões ou o que indica a estrela que brilha na
consciência?".
O Papa também frisou que "os Reis Magos, uma vez que
ouviram a resposta em Belém de Judá, porque assim escreveu o
profeta, decidiram continuar o caminho e chegar até o
final, iluminados por esta palavra".
Está prevista também a visita do Papa a uma sinagoga da
Alemanha, fato que está sendo aguardado com expectativa pela
comunidade judaica, que ainda lamenta focos anti-semitas ainda
latentes na Alemanha, o país do Holocausto. Também estão
previstas reuniões com representantes das igrejas
protestantes da Alemanha e muçulmanos.
Algumas
frases do Papa por ocasião de sua chegada:
"Com
profunda alegria me encontro pela primeira vez após minha eleição
para o trono de São Pedro na minha pátria amada, a
Alemanha".
"Agradeço a Deus, que me permitiu começar minhas viagens
pastorais para fora da Itália com esta visita à nação de meu
nascimento."
"Que tanta gente tenha vindo encontrar o sucessor de Pedro
é um sinal da vitalidade da Igreja. Estou contente por estar
com eles, confirmar sua fé e avivar sua esperança".
"Ao mesmo tempo, tenho certeza de que também vou receber
algo deles, especialmente do seu entusiasmo, sua sensibilidade e
sua coragem, que vão me incentivar no meu cargo e a enfrentar
os desafios do futuro."
2)
Jovens apóiam a linha tradicional de Bento
XVI
[<>
inicial
>>
Próximo]
19
AGO 2005 - Na maioria das concentrações
de fiéis que se formaram ao longo do Reno, depois que Bento XVI
percorreu ontem o rio de barco para saudar os participantes da
Jornada Mundial da Juventude, foram ouvidos elogios ao Papa por
sua adesão à linha do antecessor, João Paulo II, mas dentro
de um estilo próprio.
"Tudo bem que o Papa seja rigoroso, é nosso pai, nosso
pastor", comentava Luciano Pozo, um jovem chileno do
movimento mariano de origem alemã Schoenstatt, expressando com
estas palavras uma opinião compartilhada por muitos peregrinos.
A firmeza da mensagem do Papa também seduziu Mary J., uma
estudante de filosofia de Detroit, que disse ter ido com um
grupo formado não só por católicos, mas por jovens de outras
confissões que gostam precisamente do fato de "a Igreja
católica oferecer um ensino que nunca muda".
Entre um grupo de 350 pessoas vindas de Londres, há um grande número
de ex-anglicanos que adotaram o catolicismo porque preferem
"uma religião autêntica a uma que se deixa guiar pela
opinião pública".
Essa é a explicação dada pelo padre Mark Vickers, que disse
ainda que desde João Paulo II a Igreja católica foi ganhando
respeito na Grã-Bretanha e aumentando as conversões.
Quando perguntado se o que estimula essas conversões é a busca
de uma Igreja mais conservadora, Vickers respondeu:
"Rejeito a palavra 'conservador', o que somos é católicos".
Para estes jovens, não é problema o tema da moral sexual da
Igreja - em particular a proibição do uso do preservativo
contra a Aids. Eles dizem que apóiam plenamente a postura da
Igreja, pois embora sintam compaixão" pelos infectados,
"o método a seguir contra o contágio é a abstinência".
3)
Papa conclui as celebrações da JMJ e despede-se da Alemanha
[<>
inicial ]
21
AGO 2005 - Satisfeito e muito alegre, o
Papa Bento XVI deixou a Alemanha neste domingo, afirmando que a
Jornada Mundial da Juventude, permitiu mostrar ao mundo uma
Alemanha diferente da dos nazistas, apesar da consciência em
todos da lembrança de um passado "de vergonha e dor"
e por "todo o mal causado a nossa pátria no século
XX".
"Mas
nestes dias foi mostrada outra Alemanha, um país de valiosos
recursos humanos, culturais e espirituais", disse o Papa
durante sua despedida, expressando o desejo que que as virtudes
germânicas voltem a se propagar pelo mundo. Disse ter
recebido um grande presente de Deus, pelo fato de poder
concretizar a visita: "Com suas disposições, a
Providência não só quis me animar, mas oferecer um sinal de
esperança também a Igreja que vive neste país e especialmente
a vocês, seus pastores", disse aos bispos.
O
Papa Bento XVI pediu que os fiéis transformem a violência em
amor, durante a missa campal para cerca de 800 mil pessoas
celebrada em Colônia, na Alemanha.
PAPA
PEDE FIDELIDADE À IGREJA E AFASTAMENTO DO SECULARISMO
O
Papa Bento XVI, além de enfatizar a moralidade sexual,
apelou também durante a última celebração, a
centenas de milhares de jovens, que se afastassem do secularismo
e da chamada "espiritualidade da nova era",
que descreveu como a "religião do faça-você-mesmo".
Pediu para que a religião não seja vista como um produto de
consumo, onde as pessoas escolhem seguir somente o que
lhes interessa, desconsiderando regras que às vezes são difíceis
de cumprir. "A religião construída na base do faça-você-mesmo
não pode nos ajudar. Pode ser confortável, mas em
momentos de crise, somos deixados sozinhos".
O Papa alertou ainda que a missa de Domingo não deve ser
encarada como um incoveniente, fazendo apelos de fraternidade
aos desfavorecidos, doentes e idosos. Ele anunciou que o próximo
Dia Mundial será em Sydney, em 2008.
PAPA ENCONTROU-SE COM LÍDERES DE OUTRAS RELIGIÕES
Durante o período em que esteve na Alemanha, o Papa visitou uma
sinagoga na Alemanha e reuniões com representantes das
igrejas protestantes e líderes muçulmanos em Colônia.
Aos judeus, alertou que diante do crescimento anti-semita, muito
há de ser feito para melhorar as relações entre judeus e católicos.
No encontro com os muçulmanos, o Papa pediu o combate ao
fanatismo cruel do terrorismo. Alertou ainda para a iminência
da "escuridão de um novo barbarismo", a ser impedido
pela união de diferentes religiões do mundo. Os líderes
muçulmanos apoiaram e elogiaram a visita do Papa.
Estima-se que a Alemanha, país natal do pontífice, tenha cerca
de três milhões de muçulmanos, a maioria deles de origem
turca.
Bento 16, que já lamentou várias vezes a diminuição da
presença da Igreja na Europa, disse esperar que o encontro
detone "uma onda de nova fé entre os jovens".
|