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Destacamos abaixo os principais temas abordados na Exortação Apostólica do Papa Bento XVI, divulgada pelo Vaticano (13 de março de 2007) e que reflete as principais mudanças que devem ser seguidas pela Igreja universal com base nas normas já promulgadas por Sua Santidade. Todos os fiéis católicos, especialmente o clero, tem por obrigação cristã de difundir e aplicar as novas determinações romanas. Para acessar o documento integral no Vaticano, clique aqui. Abaixo, apresentamos breve análise de cada tópico, que poderá ser conferido clicando-se no respectivo link, que o levará direto ao ponto da Exortação do Papa: Obs: Ao clicar pela 1ª vez nos links, é comum a demora ao carregar, já que o documento possui 140 páginas. Celibato - O Papa
reafirma a sua obrigatoriedade. Música - Em sua
exortação o Papa descreve que nestes dois mil anos de história, a
Igreja criou e continua a criar um patrimônio que não se deve
perder e que em liturgia, não se pode dizer que tanto vale um tipo de
cântico como outro. Disse ser necessário evitar a improvisação
ou introdução de gêneros musicais que não respeitem o sentido da
liturgia. Por isso, reafirmando o pedido dos padres sinodais, pediu a
valorização do canto gregoriano como canto próprio da liturgia
romana. Língua Latina
- Especialmente nas celebrações de encontros
internacionais, exceto as leituras, homilias e a oração dos fiéis, o
Papa recomendou a língua latina. Também pediu que fossem recitadas em
latim as orações mais conhecidas da tradição da Igreja,
e a entoação de algumas partes em canto gregoriano. A
nível geral, pediu que a preparação dos sacerdotes fosse feita desde
o tempo do seminário para compreender e celebrar a Missa em latim, bem
como usar textos e entoar o canto gregoriano, devendo-se
procurar formar também os próprios fiéis para saberem, em latim,
as orações mais comuns e cantarem, em gregoriano,
determinadas partes da liturgia. Confissão - O
Papa pede que os bispos diocesanos recuperem a pedagogia da
conversão aos fiéis desde a Eucaristia à confissão freqüente e que haja, neste sentido, generosidade e empenho dos sacerdotes
na administração do Sacramento. Confessionários
- Devem estar em locais visíveis na Igreja. Sacerdote - Não
deve colocar em primeiro plano sua pessoa nem suas opiniões, nem como
protagonista da celebração , mas obedecer aos critérios do rito
litúrgico. Vocação sacerdotal - Mesmo
que haja preocupante escassez de vocações, deve haver discernimento vocacional
adequado para admissão de vocacionados Escassez de sacerdotes - Deve
haver distribuição mais eqüitativa do clero nas regiões onde faltam
padres. Os bispos devem solicitar a todos os membros do clero maior
disponibilidade em servir a Igreja em locais onde há necessidade, sem
olhar a sacrifícios. Divorciados - As
pessoas que uniram-se pelo sacramento do matrimônio, divorciaram-se
contraíram novas núpcias, não estão excluídas da
participação na Igreja, devem participar da Missa e educar os filhos
na fé, mas não podem comungar. Defuntos - É
reforçada a importância da oração de sufrágio,
particularmente a celebração de Missas em favor dos fiéis
defuntos. Maria - Estreita
relação entre Eucaristia e a Virgem Maria. Eucaristia - Não
pode "suportar a chantagem das modas passageiras".
"A celebração da Eucaristia implica na Tradição
viva". A igreja (templo) - Deve-se
observar atentamente a questão das expressões artísticas ao
serviço da celebração. Componente importante da arte sacra é a
arquitetura das igrejas e os elementos próprios do
presbitério: altar, crucifixo, sacrário, ambão, cadeira. A
finalidade da arquitetura sacra é oferecer à Igreja que celebra os
mistérios de fé, especialmente a Eucaristia, espaço mais idôneo para
uma condigna realização da sua ação litúrgica. O mesmo princípio para toda arte sacra, como pintura, escultura, iconografia e
responsabilidade na hora de chamar os arquitetos. O mesmo cuidado
também para os paramentos, alfaias e vasos sagrados. Canto gregoriano - Em
sua exortação o Papa descreve que nestes dois mil anos de história, a
Igreja criou e continua a criar um patrimônio que não se deve
perder e que em liturgia, não se pode dizer que tanto vale um tipo de
cântico como outro. Disse ser necessário evitar a improvisação
ou introdução de gêneros musicais que não respeitem o sentido da
liturgia. Por isso, reafirmando o pedido dos padres sinodais, pediu a
valorização do canto gregoriano como canto próprio da liturgia
romana.
Liturgia da Palavra - O Papa
pediu preparação e cuidado na proclamação da Palavra de Deus
por leitores bem preparados, cabendo, inclusive,
breves palavras de preparação para renovar a consciência dos
fiéis nesse momento, em que o próprio Deus fala ao seu povo.
Também iniciativas pastorais para promover a Liturgia das Horas,
sobretudo Laudes, Vésperas e Completas, além de vigílias,
orações dos Salmos, leituras bíblicas e as de grande tradição
apresentadas no Ofício Divino.
Homilia - Necessidade de
melhorar a qualidade da homilia, que deve ser preliminarmente
preparada, evitando-se homilias genéricas ou abstratas, ou seja, sua
finalidade deve ser catequética e exortativa.
Saudação da paz - O Papa
ressaltou a relevância do ato, porém fez constar que, no Sínodo
dos Bispos, sublinhou-se a conveniência de moderar este gesto,
que pode assumir expressões excessivas, suscitando confusão
precisamente antes da comunhão. Pediu sobriedade, limitando, por
exemplo, saudar só a quem estiver mais próximo.
Comunhão - Reforça que os
ministros ordenados e àqueles que, devidamente preparados (em caso de
real necessidade), estejam autorizados para o ministério da
distribuição da Eucaristia, façam o possível para corresponder ao
valor do encontro com o Senhor Jesus no Sacramento.
Pós comunhão - Além da
entoação dum cântico oportuno, pode ser útil também permanecer
recolhidos no silêncio.
"Participação" dos fiéis na
Missa: O Papa adverte que embora o Concílio Vaticano
II tenha dado ênfase sobre participação ativa, não se pode ignorar
que houve, às vezes, incompreensão precisamente acerca desta
participação, que não significa mera atividade exterior durante a
celebração, mas que deve ser entendida a partir duma maior
consciência do mistério que é celebrado. Com este enfoque, portanto,
permanece válida a Constituição conciliar feita aos fiéis para não
assistirem à Missa como "estranhos ou espectadores mudos",
mas a participarem "na ação sagrada, consciente, ativa e
piedosamente".
Ministério Sacerdotal - Trata
das diversas funções hierárquicas implicadas na celebração. O
Papa ressalta que a expressão na ordem, cada um é chamado a participar
das diversas funções hierárquicas na própria celebração. É o
padre que, insubstituivelmente, preside a celebração eucarística
inteira, desde a saudação até a Bênção final. Ele representa Jesus
Cristo, cabeça da Igreja, pela ordem sacra recebida. E que cada
celebração eucarística, é presidida pelo Bispo "quer
pessoalmente, quer pelos presbíteros, seus colaboradores" e é
coadjuvado pelo diácono, que na celebração tem algumas funções:
preparar o altar e assistir ao sacerdote, proclamar o Evangelho e,
eventualmente, fazer a homilia, propor aos fiéis as intenções
da oração Universal, distribuir a Eucaristia. Participação
de cristãos não católicos - Ficou decretado não ser
possível realizar concelebrações com igrejas ou comunidades eclesiais
que não estão em comunhão com a Igreja Católica. O Papa
sublinhou que "o respeito que devemos ao sacramento do Corpo e do
Sangue de Cristo, impede-nos de fazer dele um simples « meio » usado
indiscriminadamente para alcançar a referida unidade. De fato, a
Eucaristia não manifesta somente a nossa comunhão pessoal com Jesus
Cristo, mas implica também a plena comunhão (communio) com a
Igreja; este é o motivo pelo qual, com dor mas não sem esperança,
pedimos aos cristãos não católicos que compreendam e respeitem a
nossa convicção, que assenta na Bíblia e na Tradição: pensamos que
a comunhão eucarística e a comunhão eclesial se interpenetrem tão
intimamente que se torna geralmente impossível aos cristãos não católicos
terem acesso a uma sem gozar da outra." Missa
pela TV - O Papa enalteceu o progresso dos meios de
comunicação, especialmente quanto à sua participação referente à
celebração eucarística. Mas pediu um vivo sentido de
responsabilidade pelos agentes pastorais requeridos ao setor, devendo
realizar-se em lugares dignos e bem preparados, respeitando as normas
litúrgicas. Disse ainda que quem assiste a missa pela TV
não cumpre o preceito dominical. Sendo louvável a participação
dos doentes em participações radiotelevisivas, o mesmo não se pode
dizer das pessoas que o fazem pensando que estão dispensadas de ir à
Igreja após assistir a missa na TV. Deficientes
- Pediu-se a remoção de eventuais obstáculos
arquitetônicos nas Igrejas para facilitar o acesso aos deficientes na
celebração eucarística, bem como atenção especial na hora de
receberem a Comunhão. Ajoelhar-se
- Foi enfatizado a importância do ajoelhar-se durante
os momentos salientes da Oração Eucarística, mesmo considerando-se o
contexto de diferentes culturas. Lugar do
Sacrário
- A correta localização do Sacrário, de modo que seja
fácil, para qualquer pessoa que entre na Igreja, identificar
especialmente pela presença da lâmpada do Santíssimo, perenemente
acesa. Nas igrejas, onde não existe a capela do Santíssimo
Sacramento, mas perdura o altar-mor com o Sacrário, deve-se evitar que
a cadeira do celebrante fique à sua frente. Bom seria predispor a
capela do Santíssimo nas proximidades do presbitério, mas onde isso
não for possível é preferível colocar o Sacrário no presbitério em
lugar suficientemente elevado. Deve-se obedecer a Instrução
Geral do Missal Romano e, em todo o caso, o juízo último desta
matéria compete ao bispo diocesano. Domingo
- Foi enfatizada a importância do comparecimento
na missa dominical, a santificação do Domingo como o Dia do
Senhor. Missa
diária
- Foi recomendada a missa diária, mesmo quando não
houver participação dos fiéis.
Comunidades onde não há padre para celebrar
Missa - Foi recomendado que os fiéis, neste caso,
procurassem uma das igrejas da diocese onde está garantida a presença
do sacerdote, mesmo que isso exija sacrifício. Também que
fosse enfatizada a importância do comparecimento na missa
dominical, a santificação do Domingo como o Dia do Senhor. Nos
casos em que isto se tornar impossível em função da distância é
importante a reunião dos fiéis, a partir de discernimento da
diferença entre a Santa Missa e as assembléias à espera de
sacerdote. Deve-se vigiar a liturgia da palavra sob a guia de um
diácono ou de um responsável da comunidade, cujo ministério foi
devidamente confiado pela autoridade competente. A função dos
leigos, não pode ofuscar o ministério insubstituível dos sacerdotes
na vida da Igreja.
Aborto e Eutanásia
- São valores inegociáveis a defesa pela vida, desde a
concepção até sua morte natural. "Isto vale
para todos os batizados, mas impõe-se com particular premência a
quantos, pela posição social ou política que ocupam, devem tomar
decisões sobre valores fundamentais como o respeito e defesa da vida
humana".
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