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O PROCESSO DE JESUS - Herodes = Site Católico Apostólico Romano = Se você chegou por sites de busca, acesse nossa Página Principal |
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I PARTE (Processo Civil) * Foi preservado o português da época (1921).
Herodes Governador da Galiléa desde a morte de seu pae (1), fixava, ordinariamente, sua residencia, ora em Tiberiade, ora em Serapides, nas proximidades do Thabor. Nesses dias, porém, se achava em Jerusalém para assistir ás festas de Paschoa, e occupava o Palacio ao norte do Monte Sião, parte da cidadella de David. A historia nol-o apresenta como homem sensual, supersticioso, covarde e cruel. Do Pretorio, foi, pois, Jesus levado a Palacio de Herodes. Para este, a surpresa foi duplamente agradavel. Era, como dissemos, da parte do Governador da Judéa um acto de deferencia, si não de justiça, para cm o Tetrarcha, reconhecendo, neste, o direito exclusivo de julgar, no caso vertente, o seu jurisdiccionado. Neste ponto, a sua vaidade ficara satisfeita. Mas havia outro motivo de satisfacção. Ouvira falar das obras extraordinarias de Christo e esperava, já que a sorte o protegia, satisfazer a sua curiosidade, obrigando Jesus a praticar, em sua presença, algum prodigio, passando assim, em companhia dos seus intimos, um quarto de hora divertido. Enganava-se, porém. Ás perguntas que lhe dirigia, Jesus não se dignou responder uma unica palavra. Irritado Herodes, e querendo, de certa maneira, vingar-se da decepção soffrida, deliberou tratal-o como louco, ordenando que lhe puzessem aos hombros um manto branco, symbolo de suprema dignidade em uso entre os Monarchas Hebreuse os Magnatas de Roma. Assim trajado, teria servido de alvo ás zombarias e remoques da garotada insolente. Entretanto, si o incestuoso ascalonita tivesse tido, naquelle momento, a intuição clara do futuro, teria previsto que esse Rei de burla, exposto, nesses dias, nas praças publicas de Jerisalém, aos apupos da patuleia, dahi a não muito, e no correr dos seculos vindouros, havia de se tornar, na verdade, o monarcha incontestado de milhões de corações, de todas as raças e de todos os paizes, de todas as castas e de todas as hierarchias, desde o jornaleiro mais humilde, até ao Soberano mais poderoso, desde a intelligencia mais acanhada, até ao mais rutilo genio! Teria visto que, só ao pronunciar o seu nome adoravel, milhões de joelhos haviam de se dobrar reverentes, e as cabeças mais altivas de imperadores e Reis haviam de se inclinar em signal de respeito e veneração! Mas Herodes, naturalmente, nada previu, e reenviou Jesus, assim trajado, ao Governador Pilatos. (Próximo tópico: De volta à Pilatos)
Notas de rodapé *Para voltar ao texto, clique no tópico abaixo. Herodes Antipas, aquelle de que se trata agora e perante o qual compareceu Jesus, fôra, por testamento de seu pae, designado a Tetrarcha da Galiléa e Perea. Adulador por calculo, denominou a cidade de Betharamphta, Julia , em memoria de Julia, mulher de Augusto, e edificou, nas margens do Genezareth, uma cidade a que deu o nome de Tiberiades, por bajulação a Tiberio. Em Roma se apaixonou pela mulher de seu irmão Herodes Philippe, com a qual se casou clandestinamente. Esta ligação incestuosa provocou os raios do verbo inflammado de João Baptista, que mandou degolar durante um festim. Accusado de ter, juntamente com Artaban, Rei dos Parthas, conspirado contra Roma, foi exilado, segundo uns, para Lion, na Gallia, segundo outros para a Hespanha, numa pequena cidade ás faldas dos Pirineus, onde teve um fim miserando e tragico. - Vide Weltzer e Welte, 1. c. pag. 374, e Le Camus: Vita di N. S. Jesú Cristo, prima vers. ital. sulla quarta ediz. franc. Vol II, pg. 562.
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